Após 8 dias em queda, curva de mortes por Covid no Brasil volta a indicar estabilidade

País contabiliza 441.864 óbitos e 15.815.191 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Foram 2.485 mortes registradas em 24 horas.

Por: G1

O Brasil registrou 2.485 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (19) 441.864 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.944. Em comparação à média de 14 dias atrás, no entanto, a variação foi de -14%, e continua indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Essa tendência, que avalia a curva do gráfico, voltou à estabilidade após 8 dias apontando queda.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O Brasil completa agora 119 dias com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. De março até o dia 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média acima da marca de 2 mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

  • Quinta (13): 1.917
  • Sexta (14): 1.913
  • Sábado (15): 1.910
  • Domingo (16): 1.915
  • Segunda (17): 1.918
  • Terça (18): 1.953
  • Quarta (19): 1.944

 

Dois estados aparecem com tendência de alta nas mortes: AM e PI.

A secretaria do Piauí informou que o dado de mortes de terça-feira (18) foi inflado devido a uma revisão de óbitos ocorridos em meses anteriores. Foram 107 óbitos a mais referentes a outros meses –o que fez a média móvel saltar em mais de 50% e passar a indicar alta. Esse dado retroativo segue tendo reflexo na análise da curva da média móvel nos dias seguintes.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.815.191 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 79.706 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 64.786 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +9% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos.

Desde segunda (10), a média móvel de casos vem subindo um pouco a cada dia. Há 30 dias, essa média aparece em torno de 60 mil diagnósticos diários. Ela tem descido e subido na faixa entre 55 mil e 65 mil desde o dia 20 de abril –diferente da média de mortes, que no mesmo período caiu em quase 1/3.

Brasil, 19 de maio

  • Total de mortes: 441.864
  • Registro de mortes em 24 horas: 2.485
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.944 (variação em 14 dias: -14%)
  • Total de casos confirmados: 15.815.191
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 79.706
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 64.786 por dia (variação em 14 dias: +9%)

 

Estados

  • Em alta (2 estados): PI, AM
  • Em estabilidade (11 estados): BA, GO, PE, RN, SE, RR, RO, PB, AP, ES, SP
  • Em queda (13 estados e o DF): AL, MT, RJ, MS, MG, CE, SC, PR, RS, MA, PA, AC, TO, DF

 

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Veja a variação das mortes por estado

Sul

  • PR: -22%
  • RS: -22%
  • SC: -20%

Sudeste

  • ES: -10%
  • MG: -19%
  • RJ: -17%
  • SP: -10%

Centro-Oeste

  • DF: -31%
  • GO: 1%
  • MS: -19%
  • MT: -16%

Norte

  • AC: -30%
  • AM: 28%
  • AP: -8%
  • PA: -29%
  • RO: -4%
  • RR: -4%
  • TO: -30%

 

Nordeste

  • AL: -16%
  • BA: 7%
  • CE: -20%
  • MA: -25%
  • PB: -5%
  • PE: -2%
  • PI: 45%
  • RN: -2%
  • SE: -3%

 

Brasil

 

Sul

Sudeste

 

Centro-Oeste

 

Norte

Nordeste

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

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