Festa com 350 pessoas é encerrada com spray de pimenta e gás lacrimogêneo

No total, nove festas foram encerradas de ontem para hoje pelas equipes da Guarda Civil Metropolitana

No primeiro fim de semana de liberação de até 50% da capacidade de público em eventos, 9 festas foram encerradas pela GCM (Guarda Civil Metropolitana). Em uma delas, no Residencial Bela Laguna, a equipe precisou usar balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo para acabar com evento. A organizadora, de 20 anos, foi presa e levada à delegacia.

Conforme registro policial, por volta de 1h deste domingo, a equipe recebeu denúncia sobre uma festa no Espaço Girassol, na Rua Gilson Mendes Silva, com som alto, narguilé, bebida alcoólica e aproximadamente 350 pessoas, sem uso de máscara, avançando o toque de recolher e descumprindo o decreto.

Ao chegar ao local, a equipe foi recebida com xingamentos, pedradas e garrafadas. Para dispersar a multidão foram realizados disparos de bala de borracha, bomba de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Ninguém ficou ferido, segundo a Guarda Municipal.

Depois que a situação já estava controlada, a responsável pelo evento, que também participava da festa, foi levada à delegacia para prestar esclarecimento. Ela disse que havia alugado o espaço para um homem identificado apenas como Mateus por R$ 500. A jovem assinou um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e foi liberada. A festa Privê Party (muita sedução e erotismo) foi divulgada na internet. O organizador dizia que as pessoas poderiam ir sem medo. Assista, abaixo, ao vídeo.

Na abordagem a eventos, uma motocicleta foi apreendida e levada ao pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) com mais de R$ 13 mil em débitos.

Além das festas, durante o toque de recolher, que termina às 22h, 363 moradores foram abordados e orientados a voltar para casa. A Guarda ainda recebeu várias denúncias e fiscalizou 264 estabelecimentos comerciais que estavam funcionando depois do horário permitido.

Preocupada com esse tipo de ocorrência após novo decreto do governo Estadual, que flexibiliza a realização de eventos, a prefeitura de Campo Grande resolveu continuar com a exigência de autorização prévia para qualquer tipo de evento na cidade.

Mesmo seguindo a liberação de até 50% da capacidade de público, conforme decreto do Estado, a prefeitura da Capital exige autorização prévia da Vigilância Sanitária e assinatura de termo de responsabilidade. A solicitação deve ser feita no prazo mínimo de cinco dias para liberação das licenças e alvarás.

Qualquer evento realizado sem essa documentação, mesmo fora do toque de recolher, é considerada clandestina, os responsáveis poderão ser presos e sofrer muitas de R$ 100 a R$ 15 mil.

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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