Mais de 50 mortos durante confronto entre Israel e palestinos, provoca temor de uma guerra em ‘larga escala’

Mundo – Os confrontos entre os grupos armados palestinos e Israel se intensificaram na última madrugada e aumentaram a tensão na região da Faixa de Gaza, provocando o temor de uma “guerra em larga escala”. Autoridades locais estimam em mais de 50 o número de mortos desde o início das piores hostilidades em anos. Na madrugada de hoje, Israel realizou centenas de ataques aéreos em Gaza, enquanto militantes palestinos dispararam levas de foguetes contra Tel Aviv e Beersheba, uma cidade do sul.

Até o momento, os confrontos deixaram pelo menos 59 mortos dos dois lados, 53 em Gaza – incluindo 14 menores de idade -, e seis em Israel. Também foram registradas três mortes na Cisjordânia em incidentes separados com o exército. Em comunicado, o movimento islamista armado Hamas anunciou a morte de vários de seus comandantes, entre eles Bassem Issa, chefe de seu braço militar na cidade de Gaza. Já Israel registrou danos consideráveis que não eram observados desde a guerra de Gaza de 2014, com casas e carros destruídos. Segundo o exército israelense, mais de mil foguetes foram lançados desde segunda-feira por grupos palestinos.

Quase 850 foguetes caíram em Israel ou foram interceptados pelo sistema de defesa Cúpula de Ferro, informou o porta-voz do exército israelense, Jonathan Conricus. Outros 200 foguetes caíram dentro da Faixa de Gaza, segundo o militar.

Na terça-feira à noite a aviação israelense atacou um prédio de 12 andares no qual líderes do Hamas tinham seus escritórios e, em seguida, outro prédio de nove andares, que abrigava um canal de televisão local, casas e lojas. O exército afirmou que o alvo era o “chefe de inteligência militar” do Hamas, Hasan Kaogi, e o “diretor de contrainteligência” do movimento islamista armado, Wael Isa. Além do crescente número de mortos, mais de 300 palestinos ficaram feridos e muitos foram retirados dos escombros de edifícios. Do lado israelense, mais de 100 pessoas ficaram feridas.

 

 

Com informações do UOL

Fonte: UOL

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