Pai de Henry diz que conversou com avó materna sobre possíveis agressões, e que ela negou

Câmera de monitoramento foi achada no quarto do menino em perícia da Polícia Civil. Leniel disse que Henry afirmou que não queria voltar para a casa da mãe porque 'o tio me machuca'; avó e babá negaram agressões.

Por:  RJ1

Em entrevista ao RJ1, Leniel Borel, pai do menino Henry, morto no dia 8 de março, afirmou nesta sexta-feira (16) que fez uma chamada de vídeo com o filho alguns dias antes de a criança falecer. Segundo ele, o menino estava com a avó materna, Rosângela, e disse que não queria voltar para a casa da mãe, dizendo: ‘O tio me machuca’.

As agressões, no entanto, foram negadas pela avó e pela babá, de acordo com o relato do pai.

“Ele estava meio tristinho e eu perguntei: ‘Filho, o que houve?’ Ele estava em Bangu, na casa da avó. Ele falou: ‘Papai, não quero ir mais para a casa da mamãe’. Eu falei ‘Filho, o papai vai buscar você no fim de semana, fica tranquilo’. Ele continuou tristinho e eu questionei: ‘Filho o que está acontecendo?’ E ele falou: ‘Ah, o tio me machuca’”, disse Leniel.

Segundo o pai de Henry, Rosângela disse para ele esquecer o assunto, pois não era verdade.

“Estavam do lado dele a avó e a Thayná. Eu falei: ‘Dona Rosângela, a senhora ouviu que não é coisa da minha cabeça o que o Henry tá falando?’ E ela: ‘Ah, esquece isso. O Henry acabou de vir da psicóloga, a Monique está lá. E ele está aqui. Inclusive está fazendo sessão para isso. Ele é muito inteligente’”, afirmou o pai de Henry.

O pai do menino conta que insistiu, mas que elas continuaram negando que ele fosse agredido.

“Eu falei assim: ‘Mas o Henry está falando’. E ela: ‘Mas isso não está acontecendo. Inclusive a Thayná está aqui, do meu lado’”, disse Leniel.

De acordo com ele, menos de uma hora depois, Monique ligou para ele afirmando que tinha instalado uma câmera no quarto do menino, mas que as imagens não mostraram nada. Ela negou que Henry sofresse qualquer agressão.

“Ela disse: ‘Esquece isso, Leniel. Trabalha aí tranquilo. Isso não existe. A Thayná foi contratada para isso. Ela fica com ele a manhã inteira e só sai da presença do Henry quando eu chego'”, afirmou o pai do menino.

O Jornal O Globo publicou nesta sexta que a Polícia Civil encontrou, durante uma perícia complementar feita no apartamento do vereador Dr. Jairinho (sem partido) e Monique Medeiros, mãe do menino, uma câmera de monitoramento, ainda dentro da caixa, no quarto de Henry.

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