Em Minas, 50 mil pessoas estão fora de suas casas por causa das chuvas

Voluntários recolhem doações e moradores se vacinam para prevenir doenças. Belo Horizonte, que teve o mês mais chuvoso da história, tenta voltar à normalidade.

O sábado (1º) foi de trabalho para os voluntários que recolhem doações para os 50 mil mineiros que ainda estão fora de casa por causa das chuvas de janeiro. Belo Horizonte, depois de passar pelo mês mais chuvoso da história, tenta voltar à normalidade.

A chuva de granizo, no início da tarde deste sábado, deu um susto nos moradores de Belo Horizonte, mas não houve registro de estragos. E rapidamente, o sol voltou a aparecer na capital, que teve o janeiro mais da metade da chuva esperada para o ano todo.

Em vários pontos da cidade, ainda há obras para recuperar os estragos do temporal do início da semana. Agora, uma das preocupações é com a prevenção de doenças. Muita gente teve contato com a lama e os alagamentos.

Na Grande BH, em Sabará, teve fila para a vacinação, principalmente contra hepatite A e tétano.

“Eu ajudei a limpar muitas áreas com a lama. Por isso que eu vim tomar vacina hoje”, disse uma moradora.

Mais de 50 mil pessoas, de acordo com a Defesa Civil, estão fora de casa. Muitos precisam de ajuda. No galpão de uma paróquia, em Belo Horizonte, as doações chegam sem parar. Roupas e calçados são úteis, mas a maior urgência são cestas básicas e produtos de limpeza para casa e de higiene pessoal.

“O coração bate forte. É bom ver que não só eu, mas como outras pessoas se preocupam com os outros”, comentou um voluntário.

Na cozinha, voluntários prepararam quentinhas com a doação de 300 quilos de frango. A Cruz Vermelha já distribuiu mais de 150 toneladas de doações em vários municípios mineiros atingidos pela chuva.

Neste sábado, em Belo Horizonte, com ajuda de voluntários de uma igreja, moradores de várias comunidades receberam alimentos na porta de casa. Um desses locais fica às margens do Rio Arrudas, que transbordou várias vezes.

No bairro de Lourdes, um dos mais afetados pelo temporal, um bloquinho de carnaval se reuniu na tarde deste sábado para arrecadar doações e ajudar a cidade a voltar ao normal.

O menino Gabriel e outros seis parentes sobreviveram a um desabamento em Betim na semana passada.

“Deus permitiu isso e a minha família nasceu de novo”, disse a mãe do menino.

Gabriel só pensa em uma coisa: “Agora eu fui liberado e quero chutar bola!”.

Fonte: JORNAL NACIONAL

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