Quase um milhão de moradores do interior de SP começam a racionar água

A paisagem é de seca em três das quatro represas que abastecem Sorocaba, uma das maiores cidades do interior de São Paulo.

Quase um milhão de moradores do interior de São Paulo começaram a enfrentar o racionamento de água nesta semana por causa da falta de chuva.

A paisagem é de seca em três das quatro represas que abastecem Sorocaba, uma das maiores cidades do interior de São Paulo, com 680 mil moradores. Uma delas tem apenas 8% do volume total.

A situação começou a piorar no mês passado quando choveu muito pouco. Para se ter uma ideia, o volume esperado era de 100 milímetros ou cem litros de água por metro quadrado. Mas choveu muito menos do que isso, só 12 litros por metro quadrado.

O jeito foi fazer um rodízio no abastecimento. A cada quatro dias, moradores de 150 bairros ficam 13 horas sem água. “Tá um sufoco, essa que é a realidade”, reclama um morador.

Em alguns pontos da cidade, as torneiras ficam secas, mesmo sem o rodízio. Segundo o serviço de água e esgoto, é porque nas regiões mais altas a água demora mais chegar.

“Tem que pegar e guardar um galão de água, um balde, para poder tomar banho, jogar no banheiro. Para beber, para cozinhar e fazer café tem que comprar galão”, conta o aposentado Sergio Piocopi.

Quem tem criança sente ainda mais como a água faz falta. “Às vezes, as crianças chegam da escola e precisa de água para se limpar, tomar um banho, e não tem”, lamenta a dona de casa Érica Rodrigues.

A piscina que era para refrescar virou reservatório. E os hábitos tiveram que mudar. “A gente toma um banho rápido, usa pouca louça, procura às vezes até comprar comida para não ter que sujar mais louça e ficar na pia”, diz a artesã Daiane Tarsila.

Em Salto, onde também tem racionamento, guardas municipais estão de olho no desperdício. “Quem for flagrado fazendo uso inadequado da água, lavando calçada, pode ser multado. E a multa é de R$ 332 ou um terço do salário mínimo”, explica Pérsio de Paula, superintendente do SAAE.

Tudo para evitar que a situação fique ainda pior. “Aí quem está economizando também passa a sofrer com aquele que esbanjou. Nós temos que nos unir, todos colaborarem”, afirma a dona de casa Fátima dos Santos.

FONTE: G1

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